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O alastrar da guerra volta a impulsionar o dólar

Recentemente Trump fez um ultimato ao Irão de abrir o estreito de Ormuz aos EUA e a Israel até à madrugada de quarta-feira. Em resposta, o parlamento iraniano ameaçou com possíveis perturbações no Estreito de Bab al-Mandab.

Como consequência, o preço do Brent avançou novamente acima dos 110 dólares e o EUR/USD voltou a valorizar para níveis de 1,15 à medida que o otimismo se dissipou novamente.

EUR

Na semana passada foram publicados os primeiros dados de inflação na zona euro desde o início da guerra. Como era esperado, o IPC subiu fortemente, de 1,9% para 2,5%, embora tenha ficado aquém das expectativas do mercado (2,7%). Ainda é cedo para apreciar efeitos de segunda ordem, mas a taxa de inflação subjacente surpreendeu pela positiva ao descer ligeiramente, de 2,4% para 2,3%, valor que terá sido, sem dúvida, bem recebido pelo BCE.

Esta semana, todas as atenções do mercado estarão focadas no ultimato de Trump ao Irão. No caso de uma nova escalada ou prolongamento do conflito, é provável que o dólar experimente uma nova recuperação nas próximas sessões. No plano económico, os dados das vendas a retalho serão publicados na quarta-feira, embora seja muito possível que sejam colocados em segundo plano dado o actual contexto de tensões geopolíticas.

USD

O dólar norte-americano teve uma semana volátil, marcada por expectativas flutuantes do mercado quanto a uma possível cessação das hostilidades no Médio Oriente. Na semana passada, Donald Trump sinalizou que o conflito poderia prolongar-se por mais duas a três semanas, revendo em alta a sua estimativa inicial de 4 a 5 semanas. No fim de semana, o presidente voltou a insistir no ultimato ao Irão: se Teerão não reabrir o estreito até terça-feira à noite (ou no início de quarta-feira), os Estados Unidos atacarão importantes instalações energéticas e pontes em território iraniano. Nas últimas horas, as especulações sobre uma possível trégua de 45 dias ganharam força, embora várias fontes considerem altamente improvável que se concretize nas próximas 48 horas.

Na vertente económica, os dados das folhas de pagamento não agrícolas para Março surpreenderam pela positiva (178 mil contra 60 mil esperados), e a taxa de desemprego também desceu inesperadamente. Esta semana, o foco estará no IPC de Março, que será o primeiro a reflectir a recuperação dos preços da energia. Numa escala mais pequena, serão também acompanhados os dados do PCE correspondentes a fevereiro.

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