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O agravamento dos dados económicos da zona euro não ajudaram, mas o que acabou por afetar o euro na semana passada foram as declarações da Presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, que se revelaram com um tom pessimista quando questionada sobre a atividade económica do velho continente.

A valorização do euro face ao dólar parecia-nos estar a ser exagerada e, na semana passada, o desenvolvimento do mercado pareceu confirmar a nossa opinião.

A surpresa positiva nos números da inflação de Junho nos Estados Unidos fez disparar os mercados financeiros, com base nas expectativas de que a Reserva Federal estará muito perto do fim do aperto da política monetária.

Na semana passada, os dados divulgados sobre o mercado de trabalho nos EUA saíram abaixo do esperado. Os dados não podem ser classificados como fracos e, de facto, os rendimentos dos EUA continuaram a subir ao longo da semana, mas os mercados cambiais tomaram isso como um sinal de que a recente valorização do dólar pode ter sido exagerada.

Todas as moedas do G10 terminaram a semana a desvalorizar 1%.

Os ativos de risco depararam-se com dificuldades durante toda a semana passada, com o sentimento económico global a piorar.

Tanto a Reserva Federal como o Banco Central Europeu adotaram posturas hawkish na semana passada. No entanto, este último aumentou as taxas, enquanto o primeiro não o fez. Os mercados optaram por acreditar nos factos e não na retórica.

Depois de uma semana sem notícias, os mercados estão a preparar-se para as reuniões da Reserva Federal, quarta-feira, e do BCE, na quinta-feira.

Enquanto o euro, o dólar e a libra esterlina não registaram grandes movimentações entre si, as moedas dos mercados emergentes voltaram a ser o centro das atenções na semana passada.

A resiliência da economia dos EUA continua a surpreender as expectativas.

O dólar americano foi de novo globalmente mais forte na semana passada, terminando-a ligeiramente acima da maioria das outras divisas.

O forte movimento de subida do dólar americano na semana passada foi um tanto contraditório, uma vez que os dados sobre a inflação e os salários dos EUA foram tranquilizadores para a Reserva Federal, o que poderia indicar uma desvalorização da moeda americana, algo que não aconteceu.
