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O aparente controlo sobre a inflação por parte dos bancos centrais originou uma procura muito acentuada por ativos de risco em todo o mundo.

O feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos costuma deixar os mercados mais calmos e com menor volatilidade, e a semana passada não foi exceção.

A Reserva Federal recebeu mais uma vez uma surpresa positiva do relatório de inflação de Outubro nos EUA. A inflação voltou a abrandar e os mercados financeiros celebraram o provável fim da subida das taxas, fazendo disparar os mercados acionista e obrigacionista em todo o mundo.

O mercado estava a sentir-se cada vez mais confiante de que o ciclo de subidas de taxas de juro por parte da Fed tinha terminado e esperavam o anúncio de futuros cortes, no entanto, as declarações de Powell na semana passada não foram em linha com este cenário.

As obrigações e as ações subiram em simultâneo em todo o mundo na semana passada, suportada pela indicação da Reserva Federal de que o ciclo de subida nas taxas de juro pode ter chegado ao fim.

A escalada da guerra entre Israel e o Hamas, juntamente com o fluxo constante de surpresas positivas da economia dos EUA, levou o dólar a valorizar na semana passada.

O dólar americano foi negociado na semana passada num intervalo estreito de valores em relação aos seus principais pares, terminando ligeiramente abaixo da maioria das moedas europeias, exceto a libra esterlina.

A crise no Médio Oriente está, por enquanto, a ter um impacto discreto nas principais moedas, que continuam a ser impulsionadas principalmente pelos números da inflação e pelas comunicações e decisões dos bancos centrais.

Na semana passada a notícia mais relevante nos mercados financeiros continuou a ser a subida das taxas de juro de longo prazo em todo o mundo, liderada pelos títulos do Tesouro Americano.

A tendência para o aumento das taxas e para a valorização do dólar americano não diminuiu na semana passada. No entanto, os dados de inflação inequivocamente positivos nos EUA e na Zona Euro inverteram parcialmente estes movimentos na sexta-feira, e deram esperança de que estamos perto do topo das taxas juros e do limite inferior das moedas europeias.

O discurso hawkish da Fed sugeriu que o comité de política monetária poderá continuar a subir taxas de juro e que não terá pressa em aliviar a economia, levando as taxas de juro a dispararem em todo o mundo.

O acontecimento de maior relevo da semana passada foi a decisão do Banco Central Europeu de aumentar a taxa de juro em 25 pontos base, que, no entanto, deu sinais claros ao mercado financeiro que poderá ser a última por agora.
